A humanização no atendimento hospitalar é hoje uma política pública e deve estar presente nos diversos níveis de atenção à saúde. A necessária amplitude envolve as especialidades e todos os atores existentes no contexto hospitalar: enfermeiros, psicólogos, médicos, gestores e trabalhadores da área de saúde, pacientes e familiares.
O Hospital Pequeno Príncipe foi precursor na implantação da humanização no atendimento de seus pacientes. Antes mesmo da concepção do Plano Nacional de Humanização em 2003, e do Estatuto da Criança e do Adolescente, em 1990, o Pequeno Príncipe realizava práticas de atenção à criança que visavam um cuidado humanizado no tratamento dos aspectos clínicos e emocionais. Essa maneira especial de atender foi intensificada a partir da década de 80, com a implantação do Serviço de Psicologia, que passou a sugerir, implantar e sistematizar ações.
A amplitude etária dos pacientes do Hospital Pequeno Príncipe vai desde recém-nascidos até jovens de 18 anos de idade. O atendimento a este público torna-se muito mais complexo em razão de a criança e o adolescente estarem em fase de desenvolvimento físico, psicológico, emocional e social. Ao mesmo tempo, a doença como um momento de instalação de crise, traz para o hospital o paciente e a família mais vulneráveis, física e emocionalmente. Neste momento, cabe aos profissionais estarem atentos a essa situação, de forma a acolher a família e a criança de maneira integral e humanizada.
O PROCESSO DE HUMANIZAÇÃO tem impactos múltiplos na instituição hospitalar:
Os programas que garantem a permanência qualificada do familiar ao lado da criança internada pelo SUS são responsáveis pela redução de mais de 50% no tempo de internação e em 20% no índice de infecção hospitalar. O Pequeno Príncipe mantém mais de 15 programas de humanização.